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A revista britânica Economist desta semana , considerada o farol do liberalismo no mundo capitalista, diz que o Brasil está dando lição de democracia para os Estados Unidos.

  • Categoria: Politica e Sociais
  • Publicação: 29/08/2025 20:05
  • Autor: Ricardo Lessa

"Os países parecem estar trocando de lugar", diz a revista. Os Estados Unidos de Trump estão se tornando mais corrupto mais protecionistas e mais autoritários, como o Brasil no passado.
Para os que não conhecem bem a revista Economist, ela defende pautas liberais, como liberação da maconha, inclusão racial e de gênero. E costuma baixar o sarrafo em tudo que se assemelha a intervencionismo na economia.
Distribui críticas igualmente à esquerda e à direita a tudo que cheira a autoritarismo. É um raro exemplo de resistência de revista que conseguiu fazer a transição entre o impresso, que ainda vende, e o digital. 
Alguns  líderes de esquerda, questionados sobre como se informavam, já que toda a imprensa era dirigida por burgueses, disseram que preferiam os jornais e revistas econômicos, porque precisavam dar as notícias com mais precisão e profundidade, porque os empresários precisavam ter noção mais precisa sobre onde investir.
Os casos da Economist, do Financial Times e o New York Times (embora não só econômico) mantém uma tradição de compromisso com o factual e a análise profunda, além de posições geralmente antiautoritárias.
Mantém grandes equipes de jornalistas profissionais, algo possível quando se trata de veículos em língua inglesa e economias poderosas, e uma constante vigilância contra as fakenews. Também punem severamente incorreções e inverdades às vezes publicadas em suas páginas.
A Economist tem a vantagem adicional  de distanciamento dos Estados Unidos e dos outros países da Europa, uma tradição britânica, que lhe deixa ainda mais livre para criticas à vontade.
A ilustração sobre o ex-presidente brasileiro, que aparece na edição digital, mostra o capitão vestido  com uma  fantasia de  pele e chifre de bisão (o búfalo americano), usado por um dos invasores do parlamento americano no dia 6 de janeiro de 2021, depois da derrota de Trump por Joe Biden. 
Foi a invasão que inspirou a invasão dos bolsonaristas aos prédios dos três poderes em Brasília em 8 de janeiro de 2023. No caso americano, o perdedor de 2020 foi eleito em 2024 e agora atenta contra o Judiciário americano, destrói instituições tradicionais de fiscalização dos órgãos públicos (como as agências de meio ambiente e energia) e de ajuda internacional (como a USAID). Réplica do que vimos acontecer no governo passado aqui no Brasil. 
Antigamente dizia-se por aqui que o que era bom para os Estados Unidos era bom para o Brasil. Pelo menos dessa vez, estamos vendo que era  uma grossa bobagem. E segundo a Economist, são os Estados Unidos  é que precisam aprender com o Brasil. Lugar de baderneiro e golpista é atrás das grades.