Análise "O Massacre da Serra Elétrica" (1974)'
TENSO E ATERRORIZANTE A MAIS DE 50 ANOS
- Categoria: Critica de Filmes
- Publicação: 13/10/2025 18:40
- Autor: Gustavo Snyder
“O filme que verão a seguir, é baseado na tragédia que assolou um grupo de cinco jovens, especialmente Sally Hardesty e seu irmão inválido Franklin. Foi mais trágico devido ao fato de serem jovens. Mas, se eles tivessem vivido muito, muito longas vidas, jamais teriam esperado ou desejado ter visto a loucura e o macabro que viram naquele dia. Para eles, um passeio de carro num verão à tarde tornou-se um pesadelo. Os acontecimentos daquele dia guiaram o descobrimento de um dos mais bizarros crimes nos anais da história norte americana, O Massacre da Serra Elétrica.”
Assim começa um dos filmes mais tensos e assustadores de todos os tempos.
O diretor Tobe Hooper tem em seu curriculum obras que marcaram a história do horror e da ficção como “Pague Para Entrar, Reze Para Sair (1981)”, “Poltergeist, o Fenômeno (1982)” e “Força Sinistra (1985)”, mas definitivamente, nada superou o filme que chacoalhou o mercado dos filmes independentes de horror nos anos 70.
“O Massacre da Serra Elétrica” chegou aos cinemas em 1974 e chocou as plateias de todo mundo…tanto que, em alguns países, a sua exibição ficou proibida por muito tempo, inclusive no Brasil, onde só foi liberado a partir de 1987.
Hooper, com sua câmera nervosa e estilo documental, bebe bastante do cinema verité, onde a improvisação e o uso de câmera jogam na cara da audiência o real significado da palavra brutalidade.
É sério, se vc gosta da franquia “Jogos Mortais”, “O Albergue” ou ainda de boa parte do New French Extremity (Cinema Extremo Francês), saiba que foi aqui que tudo começou. Não só isso, ele tbm estabeleceu as bases pro que seria conhecido com o subgênero do Slasher…o assassino calado, o tipo de arma usada pelo assassino e tbm o conceito da Final Girl.
Aliás, o trabalho do elenco é um caso a parte. O amadorismo dos atores (incluindo uma excepcional Marilyn Burns no papel da protagonista Sally Hardesty e o assustador Gunnar Hansen como Leatherface), elevam e muito a categoria do filme fazendo com ele seja extremamente impactante. E falando do Leatherface específicamente, o personagem entrou para a cultura pop, com sua máscara de coro humana e uma implacável motosserra, tornando-o a representação do terror humano absoluto e um verdadeiro ícone do gênero.
Por essa razão, “O Massacre da Serra Elétrica” ainda hoje, passados mais de 50 anos, se apresenta como uns dos mais legítimos filmes de horror…um horror que se apresenta na sua forma mais pura e cruel.
E isso, nos dia de hoje em que o conceito de filme de terror está completamente pasteurizado, não é pouca coisa…
CLÁSSICO ABSOLUTO!!
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