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Jacques Ardies estreia na SP–Arte 2025 com seleção primorosa de Arte Popular Brasileira

  • Categoria: Museu & Galerias de Artes
  • Publicação: 01/04/2025 20:35
  • Autor: Silvia Balady

Madeleine Colaço

 

A Galeria Jacques Ardies, pela primeira vez na SP–Arte, apresenta no stand D22 um recorte sofisticado da arte popular brasileira, reunindo obras de artistas consagrados do gênero. Com mais de quatro décadas de dedicação ao segmento, a galeria se destaca pelo compromisso na preservação e difusão dessa produção artística, trazendo ao público um acervo que evidencia a riqueza criativa e a singularidade da arte popular no Brasil.

Em sua estreia na feira, o espaço propõe uma imersão nesse universo, com uma seleção criteriosa de trabalhos que exaltam as narrativas, os símbolos e a estética vibrante dessa manifestação artística. O destaque fica por conta de Madeleine Colaço, referência na tapeçaria modernista, ao lado de nomes como Agostinho Batista de Freitas, Alcides Pereira dos Santos, Aurelino dos Santos, Elza O. S., Heitor dos Prazeres, Ivonaldo e José Antonio da Silva.

Link para Imagens - SP-Arte 2025

 

Sobre a Galeria Jacques Ardies

Fundada em 1979, a Galeria Jacques Ardies tornou-se um dos principais polos de arte popular no Brasil. Seu fundador, o franco-belga Jacques Ardies, construiu uma trajetória marcada pelo incentivo e valorização de artistas autodidatas, proporcionando visibilidade a suas obras dentro e fora do país. Ao longo dos anos, a galeria promoveu exposições em importantes instituições nacionais e internacionais, além de contribuir para a pesquisa e documentação do movimento com publicações como Arte Naïf no Brasil (1998) e Arte Naïf no Brasil II (2010), referência no segmento.

Com um acervo que reúne mais de 80 artistas, entre pintores e escultores, a galeria mantém sua missão de destacar a autenticidade e a expressividade da arte popular, resgatando e promovendo talentos que traduzem a essência e a cultura brasileira em suas obras.

 

Sobre a SP–Arte

Criada em 2005, a SP–Arte se consolidou como um dos eventos mais relevantes do circuito artístico global. Realizada anualmente no Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, a feira reúne galerias de arte, estúdios de design, editoras, museus e instituições, promovendo o encontro entre artistas, colecionadores e curadores. Além da exposição principal, sua programação inclui conversas, lançamentos e o Circuito SP–Arte, que movimenta a cena cultural paulistana com eventos paralelos.

 

Serviço

SP–Arte 2025

Datas:2 a 6 de abril de 2025

Local: Pavilhão da Bienal – Parque Ibirapuera

Stand D22 – Galeria Jacques Ardies

Artista de destaque: Madeleine Colaço

Artistas em exposição: Agostinho Batista de Freitas, Alcides Pereira dos Santos,  Aurelino dos Santos, Elza O. S., Heitor dos Prazeres, Ivonaldo e José Antonio da Silva.

Horários:

  • 2 de abril: abertura para convidados
  • 3 e 4 de abril: 13h às 20h
  • 5 de abril: 11h às 20h
  • 6 de abril: 11h às 19h

Ingressos: R$ 100,00 (geral), R$ 50,00 (meia-entrada) (para estudantes, portadores de deficiência e pessoas com mais de sessenta anos (necessária a apresentação de documento); grátis para crianças até 10 anos

Compra de ingressos: Site SP-Arte

Classificação indicativa: Livre

Galeria Jacques Ardies

Endereço: Rua Morgado de Mateus, 579, Vila Mariana, São Paulo, SP

Telefone: (11) 96815.0887

Horários: de terça a quinta-feira, das 10 às 17:30hs; sábado das 10 às 16hs

Site: https://ardies.com/

Instagram: @galeriaJacquesArdies

Facebook  @GaleriaJacquesArdies

e-mail: jacques@ardies.com

LinkedIn: @GaleriaJacquesArdies

 

Imprensa:

Assessoria de Imprensa – Galeria Jacques Ardies

Silvia Balady - (11) 99117.7324 | silvia@balady.com.br

 

·                    Artistas

Madeleine Colaço (Madeleine Ribeiro Bonnet Colaço) (1907  Tanger, Marrocos - 2001 Rio de Janeiro, RJ). Reconhecida como a grande dama da tapeçaria brasileira, estudou a técnica do bordado no Marrocos e na França e inventou o famoso ponto brasileiro. Suas criações únicas e intrincadas encantaram o público em exposições realizadas internacionalmente, especialmente na França, Suíça e Bélgica. A artista combinava sua habilidade técnica com uma visão idílica dos trópicos, expressando a exuberância da flora e da fauna brasileiras, as festas populares e a beleza do estilo barroco da arquitetura. Suas obras, feitas com fios e cores vibrantes, são reconhecidas pela qualidade excepcional que se mantém intacta ao longo do tempo. O legado de Madeleine Colaço na tapeçaria brasileira continua a inspirar e fascinar, representando não apenas um domínio técnico impressionante, mas também uma celebração artística da cultura e da natureza brasileiras.

Agostinho Batista de Freitas (1927, Paulínia, SP – 1997, São Paulo, SP) - Autodidata, foi um dos grandes nomes da pintura naïf no Brasil. Seu trabalho capturou, com sensibilidade e precisão, a paisagem urbana de São Paulo, retratando a arquitetura, o movimento das ruas e as transformações da cidade ao longo das décadas. Descoberto por Pietro Maria Bardi, diretor do MASP, na década de 1950, teve suas obras expostas no museu, conquistando reconhecimento no meio artístico. Suas pinturas combinam uma visão detalhista e espontânea da metrópole com um olhar poético e pessoal, consolidando sua importância na arte brasileira.

Alcides Pereira dos Santos (1932 Ruy Barbora, BA – 2007 São Paulo, SP) - Pintor brasileiro, autodidata, iniciou sua trajetória artística aos 19 anos, dedicando-se à pintura, além de atuar como barbeiro, sapateiro e pedreiro. Em 1950, mudou-se para Rondonópolis, MT, e, em 1976, estabeleceu-se em Cuiabá, onde frequentou o Atelier Livre da Fundação Cultural de Mato Grosso. Evangélico, acreditava que a arte era um dom divino, refletindo essa visão em suas obras. Participou de diversas exposições no Brasil e no exterior, com obras em coleções como o Museu Afro Brasil (SP) e o Museu de Arte Popular do Centro Cultural São Francisco (PB).

Aurelino dos Santos (1942 – 2013 Salvador, BA) - Artista plástico brasileiro, sem muita instrução formal e autodidata, iniciou sua carreira artística influenciado pelo escultor Agnaldo Manoel dos Santos e incentivado pela arquiteta Lina Bo Bardi. Sua obra é caracterizada por uma intensa geometrização e uso de cores vibrantes, representando uma arquitetura idealizada composta por planos e formas. Aurelino buscava, por meio de sua arte, superar a melancolia e encontrar equilíbrio emocional. Participou de exposições em São Paulo, Paris, Madri e Valência, com obras em coleções como o Museu Afro Brasil.

Elza O S (Elza Oliveira de Souza) (1928 Recife, PE - 2007 Rio de Janeiro, RJ) - Deixou uma marca indelével na arte popular brasileira. Inseriu uma perspectiva única e autêntica à suas obras em âmbito mundial, ganhando reconhecimento pela representação autêntica e poética dos seus personagens, muitas vezes, rostos de moças de olhos grandes e admiráveis. Através de cores delicadas e composições vívidas, capturou a essência da cultura do povo, deixando um legado que continua a encantar e inspirar.

Heitor dos Prazeres (1898 – 1966 Rio de Janeiro, RJ) - Pintor, compositor e um dos principais nomes do samba carioca. Autodidata, iniciou sua trajetória artística na música, sendo um dos fundadores da escola de samba Deixa Falar e autor de clássicos do gênero. A partir da década de 1940, dedicou-se também à pintura, destacando-se por retratar cenas do cotidiano das comunidades negras, festas populares e a cultura urbana do Rio de Janeiro. Suas obras são marcadas por cores vibrantes, traços detalhistas e uma visão poética da vida suburbana. Participou da I Bienal de São Paulo em 1951, recebendo reconhecimento nacional e internacional. Com um estilo ingênuo e expressivo, deixou um legado que une música e artes plásticas, celebrando a identidade e a vivência popular brasileira.

Ivonaldo (Ivonaldo Veloso de Melo) (1943 Caruaru, PE – 2016 São Paulo, SP) - É um artista cujas obras transmitem a essência do estado do Pernambuco. Suas telas capturam as cenas do cotidiano rural, transportando os observadores para uma jornada pelas paisagens e tradições da vida do campo. Sua arte icônica e característica encontrou um público global, especialmente na Europa, onde suas exposições o levaram a diferentes países. Nunca estava totalmente satisfeito com seus trabalhos e essa exigência provocava sempre uma procura em conseguir melhorar cada vez mais. No seu livro dedicado à sua vida e obra, pode–se observar as várias fases da sua pintura em constante evolução.

José Antônio da Silva (1909 – Salles de Oliveira, SP / 1996 – São Paulo, SP) - um artista brasileiro prolífico, conhecido por sua arte expressiva. Mudou-se para São José do Rio Preto na década de 40, onde iniciou sua trajetória artística. Em 1948, sua primeira exposição individual na Galeria Domus, em São Paulo, o consagrou, destacando-se pelo seu senso de cor e intuitiva composição. Participou de várias edições da Bienal de São Paulo, além das bienais de Havana (1954) e Veneza (1966). Considerado como um dos maiores pintor naïf brasileiro, Silva teve exposições marcantes, como uma retrospectiva no MAC de São Paulo (1989) e uma individual no Paço das Artes (1992), celebrada com um cartaz que o retratava entre Picasso e Van Gogh. Após sua morte, uma grande exposição retrospectiva na Pinacoteca do Estado de São Paulo honrou sua obra, elogiada por sua temática sertaneja e pela linguagem vibrante das cores.