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Análise de Lamarca (1994)

Clássico do cinema brasileira da década de 90
  • Categoria: Critica de Filmes
  • Publicação: 21/03/2025 00:13
  • Autor: Ricardo Corsetti

    Mas veja só o que esses comunistas fazem agora: nos presenteiam com livros". Frase dita por um militar que perseguia Lamarca, ao encontrar o livro "Guerra e Paz", deixado pelo caminho, pelo célebre líder guerrilheiro. Tragicomicamente atualíssima a piada em questão, ao pensarmos em nosso surreal Brasil de 2022, não é mesmo? "Lamarca" (1994) é talvez o melhor filme do quase sempre não mais que mediano cineasta, Sérgio Rezende. Cinebiografia do ex-tenente (quase capitão) do escrotíssimo Exército Brasileiro (que serviu ao menos pra nos brindar com os dois grandes Carlos: Marighella e Lamarca) que se tornaria uma das principais lideranças da guerrilha anti- Ditadura Militar, em meados dos anos 60. Ao grande de uma certa besta apocalíptica que se auto- intitula "Capitão", Lamarca era um exímio (e por isso mesmo temido) atirador; bem ao contrário do já citado paquiderme (sem ofensas ao quadrúpedes) que nem mesmo sabe que é preciso destravar uma arma, antes de se apontar para um alvo e atirar... (rs). Quanto ao filme propriamente dito, conta com ótima atuação de Paulo Betti como o grande Carlos Lamarca. Merece também destaque a presença de Carla Camurati no auge da beleza. Tragicamente belo e atual filme, num momento em que estamos à beira da possibilidade de um novo golpe de Estado, movido pelos "camisas verde e amarelo" que, conscientemente ou não, compactuam com o macabro plano tramado pela besta apocalíptica made in Brazil (Lixonaro), a quem eu só desejo que muito em breve, vá fazer companhia a alguns de seus "mentores", como por exemplo o escroto-mor, Sérgio Paranhos Fleury (responsável pela captura e assassinato de Marighella e que também quase capturou Lamarca). Obs: e o mais inacreditável é que ainda há quem acredite que vamos sair desse atoleiro (político) em que nos encontramos, na base do "good vibes" e do "namastê"